Carta do gestor Novembro 2014

Carta do gestor – Novembro 2014 Em novembro, observamos nova apreciação do dólar em relação a uma ampla cesta de moedas. Outro destaque no mês foi um...
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Carta do gestor – Novembro 2014

Em novembro, observamos nova apreciação do dólar em relação a uma ampla cesta de moedas. Outro destaque no mês foi uma forte aceleração da queda do preço do petróleo. Já as bolsas globais apresentaram, de modo geral, resultados positivos, continuando a recuperação observada a partir de meados do mês de outubro (vide carta de outubro). Os spreads de crédito também tiveram comportamento benigno, enquanto as taxas de juros dos países desenvolvidos voltaram a cair. Por trás do comportamento dos mercados temos o desenrolar de estórias que nos acompanham já há algum tempo. Uma das mais importantes é a consolidação de uma expansão mais robusta dos Estados Unidos. Esta expansão ganha ainda mais destaque dado o fraco desempenho da maioria das demais economias. Este diferencial de crescimento está se refletindo nas políticas monetárias. Enquanto a discussão nos Estados Unidos é sobre o mês no qual se dará o início do ciclo de alta de juros, diversos outros países ainda estão em processo de afrouxamento. O Banco Central do Japão já havia expandido seu programa de afrouxamento quantitativo em outubro (vide carta de outubro). O Banco Central da China, que já vinha adotando uma sequência de medidas mais localizadas, decidiu cortar sua taxa de juros em novembro. E Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, escreveu novo discurso no qual sinaliza urgência para a adoção de novas medidas. Neste ambiente de modesto crescimento global, as taxas de juros, mesmo as norte-americanas, caíram. Mas a maior expansão dos Estados Unidos e seu destaque relativo levam ao fortalecimento do dólar. O petróleo também merece um comentário à parte. Seu preço cai desde setembro, refletindo tanto um modesto crescimento da demanda quanto uma maior expansão da oferta. Com a decisão da OPEP de não reduzir a produção para segurar a cotação, o mercado perdeu um anteparo para a estabilização dos preços. Forte queda foi observada após esta decisão. Figura 1: em novembro, o dólar se apreciou novamente, enquanto as cotações do preço do petróleo apresentaram mais uma forte queda

Petróleo, preço

EUA: Taxa de Câmbio Nominal Efetiva*

(Brent, USD)

(Índice, base jan14=100) 106

120 110

104

100 90

102

80 100

70 Fonte: Federal Reserve

98 jan-14

abr-14

*USD x Cesta de moedas

Fonte: Bloomberg

jul-14

out-14

60 jan-14

abr-14

jul-14

out-14

1

As implicações de uma menor cotação do petróleo são diversas. É um choque positivo de termos de troca para os países importadores e um ganho de renda real para os consumidores. Devemos, por exemplo, observar maior crescimento do consumo das famílias americanas nos próximos meses. Já diversos países exportadores verão significativa deterioração em suas contas correntes e situação fiscal. A inflação também será reduzida em diversos países. Os efeitos nos preços dos ativos também não são desprezíveis. As moedas dos países produtores tendem a se depreciar, assim como as ações das empresas atuantes no setor. Por outro lado, a menor inflação pode permitir uma postura ainda mais acomodatícia por parte de alguns bancos centrais. Neste cenário global, mantemos nossa convicção na apreciação do dólar contra a maior parte das moedas. Os fundamentos da economia norte-americana, descritos em diversas cartas passadas (vide cartas de setembro de 2013 e maio de 2014), apontam para a continuidade de um crescimento mais robusto. Do outro lado, a maior parte dos países têm relevantes obstáculos para uma aceleração do crescimento no curto e médio prazo (vide carta de setembro de 2014). Também temos particular convicção na depreciação do Euro. Seus fundamentos permanecem frágeis, enquanto o bloco luta para não entrar em deflação. Mas mais importante é a postura do presidente do Banco Central Europeu Mario Draghi, que vai guiando a autoridade monetária na direção da implementação de um programa de afrouxamento quantitativo em larga escala.

Cenário nacional: Joaquim Levy é indicado para o Ministério da Fazenda No Brasil, já perto do final do mês, foi anunciado o nome do novo Ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Já em sua primeira entrevista deixou clara sua prioridade: arrumar as contas fiscais. As qualidades do indicado são inegáveis. No entanto, a tarefa será difícil e exigirá não só o máximo da competência do novo ministro, mas também forte apoio político por parte do governo. De nossa parte, continuamos preocupados com o cenário, pois as correções necessárias são muito maiores do que as executadas em 2003, quando Lula iniciou seu primeiro mandato. Podemos destacar algumas maiores dificuldades. Em primeiro lugar, o ajuste fiscal necessário é muito maior. Em 2003, o superávit primário ficou praticamente estável em relação ao ano anterior, próximo a três por cento do PIB. Agora, o superávit é cadente e se encontra em torno de zero – sem levar em conta algumas manobras fiscais. Mudar a trajetória destas contas e atingir 1,2% do PIB em 2015, a meta do novo ministro, é um esforço ainda não executado no país. Esta será ainda mais complicada devido à estagnação da economia. Outra diferença é o saldo das contas externas. O déficit da conta corrente hoje se encontra próximo a quatro por cento, mesmo com o crescimento nulo da economia nos últimos trimestres. Em 2002, já vinha em forte trajetória de melhora, tendo fechado aquele ano negativo em um por cento e 2003 já no terreno positivo. É importante lembrar, também, que os termos de troca estão se deteriorando, enquanto 2003 marcou o início de um boom histórico dos preços das commodities. A inflação também tem um perfil muito diferente. A aceleração desta em 2002 foi causada fundamentalmente pela desvalorização cambial e incertezas quanto à nova política econômica. Quando o câmbio começou a apreciar em 2003, a inflação começou a ceder. Hoje temos uma inflação de serviços em torno de oito e meio por cento, diversas tarifas públicas defasadas e um cenário de depreciação cambial pela frente.

2

Figura 2: os ajustes necessários para a economia brasileira, como os das contas fiscais, são muito maiores que os executados em 2003

Superavit Primário Consolidado

Despesa Total do Governo Central

(%PIB, acumulado 12m)

(%PIB, 12m*) 5.0%

20%

4.0%

19%

3.0%

18%

2.0%

17%

1.0%

16%

0.0%

15% Fonte: Tesouro Nacional, Kondor

Fonte: Tesouro, Receita Federal, BC, Kondor

-1.0% 2002

2006

2010

2014

Superávit Primário Superávit Primário recorrente

14% 2002

2006

2010

2014

*Excluindo capitalização da Petrobras

Passaremos por um longo período de estagnação econômica com a inflação ainda elevada. Sem uma elevação do desemprego, dificilmente a inflação cederá. Impostos terão que ser novamente aumentados e gastos, inclusive os “sociais”, controlados. A expansão do crédito público também terá que ser reduzida. Estes ajustes deverão durar não um semestre, mas anos. Uma dúvida que permanece é: até quando e em qual grau o governo aceitará o ajuste necessário?

Desempenho do fundo Kondor KLX No mês de novembro, o fundo concentrou seu risco na exposição de moedas, comprado em dólar americano contra várias outras, com destaque para a venda do euro, obtendo resultado de +0,59%. As demais exposições trouxeram resultados menores, como juros locais (-0,01%), juros internacionais (-0,06%), bolsa macro (+0,03%), crédito externo (+0,02%) e relativo de moedas -0,01%. As despesas somaram -0,15% e o caixa rendeu +0,86%, totalizando o resultado de 1,27% no mês.

3

Histórico de Rentabilidade

Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro 2014 2013 2012 2011 2010 2009 2008 2007 Desde o Início Data de Início*

Kondor Max 0.97% 0.80% 0.80% 0.77% 0.86% 0.65% 0.41% 0.37% 0.11% -0.04% 0.91% 6.81% 7.81% 8.88% 15.02% 10.36% 14.90% 14.33% 5.97%* 121.53% 2/8/2007

Kondor LX 1.27% 0.82% 0.84% 0.84% 0.97% 0.63% 0.16% 0.08% -0.42% -0.72% 1.12% 5.72% 9.24% 10.01% 13.23%*

CDI 0.84% 0.94% 0.90% 0.86% 0.94% 0.82% 0.86% 0.81% 0.76% 0.78% 0.84% 9.76% 8.05% 8.41% 11.60% 9.75% 9.88% 12.38% 11.81%

IFMM 1.33% -0.05% 0.78% 1.07% 0.81% 0.74% 0.90% 0.33% 0.29% 0.31% 0.36% 7.06% 9.34% 13.43% 11.19% 9.24% 16.81% 5.76% 12.54%

IBOVESPA 0.17% 0.95% -11.70% 9.78% 5.01% 3.76% -0.75% 2.40% 7.05% -1.14% -7.51% 6.25% -15.50% 7.40% -18.10% 1.04% 82.64% -41.23% 33.73%

Dólar 4.26% 1.01% 10.06% -2.02% 2.43% -0.35% -0.33% -1.69% -3.06% -3.10% 3.83% 10.77% 13.29% 10.16% 12.03%% -4.23% -25.98% 32.00% -8.66%

43.87% 4/29/2011

Atribuição do Resultado Novembro

Dados Técnicos 2014

KONDOR MAX FIQ FIM

KONDOR LX FIQ FIM

Patrimônio Líquido

178,084,305

641,967,418

-0.29%

P.L. Médio (6 Meses)

250,480,045

983,839,594

-0.19%

-0.39%

Retorno Mensal Médio

0.96%

0.85%

-0.07%

-0.33%

-0.68%

Desvio Padrão Anual.

2.13%

2.90%

0.28%

0.59%

0.10%

0.19%

Sharpe Anualizado ¹

0.56

0.36

0.00%

0.00%

-0.14%

-0.27%

Alpha contra IFMM

1.16%

0.55%

Moedas Valor Relativo

0.00%

-0.01%

-0.13%

-0.26%

Pior Mês

-0.72%

out-08

-1.96%

set-13

Subtotal

0.28%

0.58%

-0.17%

-0.34%

Melhor Mês

3.19%

dez-08

3.80%

ago-11

Estratégia

KMAX

KLX

KMAX

KLX

Juros Locais

0.00%

-0.01%

-0.14%

Juros Internacionais

-0.03%

-0.06%

Subtotal

-0.03%

Moedas Cupom Cambial

Bolsa Macro

0.02%

0.03%

-0.20%

-0.40%

N.º de Meses Positivos

Bolsa Micro

0.00%

0.00%

-0.09%

-0.18%

N.º de Meses Negativos

Subtotal

0.02%

0.03%

-0.29%

-0.58%

Maior Seq. de Perdas

Crédito Externo

0.01%

0.02%

-0.12%

-0.23%

Quantitativo

0.00%

0.00%

-0.01%

-0.01%

Resultado Bruto

0.28%

0.56%

-0.92%

-1.84%

Caixa

0.85%

0.86%

9.66%

9.50%

Despesas

-0.16%

-0.15%

-1.93%

-1.94%

Result. Líquido

0.97%

1.27%

6.81%

5.72%

Result. em % do CDI

116%

152%

70%

59%

93%

88%

7% -2.14%

12% 3 Dias

-1.04%

4 Dias

4

Desempenho do fundo Kondor Equity TOTAL FIM O Kondor Equity Total obteve uma rentabilidade de 0.70% em novembro, equivalente a 83% do CDI. As carteiras direcionais em índices e opções registraram resultado de -0.57%, com perdas nas estratégias de hedge e estrutura de índice futuro. A carteira direcional em ações gerou um resultado 0.67%, com destaque para ganhos em posições compradas nos setores de bancos e papel e celulose e perdas nos setores de petróleo, transporte, agrícola e hedge na carteira diversificada. A carteira long e short não gerou resultado no mês, com ganhos em pares dos setores de construção e siderurgia sendo anulados por perdas em pares dos setores de mineração e energia. A carteira de arbitragem gerou um resultado negativo de 0.11%, com resultado positivo em uma arbitragem de evento e perdas em uma arbitragem de volatilidade e em uma posição ON/OFF.

Histórico de Rentabilidade por Estratégia

RESULTADO DIR Ações DIR Índice DIR Opções TOTAL DIR

2010 0.02% 0.13% -0.10% 0.06%

2011 0.38% 0.80% -0.49% 0.68%

2012 6.20% -0.70% 0.11% 5.58%

2013 2.04% 1.15% -0.15% 3.07%

jan-14 -1.06% 0.65% 0.00% -0.41%

fev-14 -0.13% -0.43% -0.13% -0.68%

mar-14 -0.19% -0.83% -0.06% -1.08%

abr-14 0.81% -0.48% -0.01% 0.31%

mai-14 0.17% 0.11% 0.00% 0.28%

jun-14 -0.29% -0.67% 0.00% -0.95%

jul-14 -0.36% 0.21% 0.00% -0.15%

ago-14 0.52% -0.53% 0.90% 0.90%

set-14 -0.38% 0.91% -1.03% -0.50%

out-14 0.52% -0.36% -0.46% -0.30%

nov-14 0.67% -0.25% -0.32% 0.10%

2014 0.26% -1.68% -1.10% -2.49%

Desde Ínicio 9.09% -0.32% -1.73% 6.89%

LS Grupo LS Intra Setorial LS Inter Setorial LS Ação x Índice Total LS

0.53% 0.52% 0.26% 0.82% 2.13%

-0.56% -0.27% 0.90% -0.40% -0.34%

1.29% 1.29% 0.20% 0.38% 3.41%

-0.54% 1.05% 0.13% 0.61% 1.25%

-0.05% -0.04% 0.00% 0.18% 0.09%

0.13% 0.05% -0.02% 0.03% 0.20%

-0.17% -0.14% 0.02% 0.29% 0.00%

-0.21% 0.18% 0.03% 0.27% 0.27%

0.00% -0.13% 0.03% 0.04% -0.07%

0.10% -0.12% 0.00% 0.03% 0.01%

-0.01% -0.25% 0.00% 0.38% 0.11%

-0.08% 0.12% 0.00% 0.34% 0.38%

0.11% 0.10% 0.00% -0.36% -0.15%

0.02% 0.03% 0.00% 0.16% 0.21%

-0.05% 0.03% 0.00% 0.01% 0.00%

-0.21% -0.17% 0.06% 1.36% 1.04%

0.50% 2.43% 1.56% 2.80% 7.68%

ARB Distorção ARB Evento ARB Volatilidade Total ARB

0.14% 0.23% -0.01% 0.37%

0.01% 0.23% 0.12% 0.35%

0.15% 0.09% 0.19% 0.43%

-0.01% 0.20% 0.00% 0.20%

0.40% 0.02% 0.00% 0.41%

-0.06% -0.02% 0.00% -0.08%

-0.07% 0.00% 0.00% -0.07%

0.00% -0.12% 0.00% -0.12%

0.00% 0.02% 0.00% 0.02%

0.00% 0.02% 0.00% 0.02%

0.00% 1.21% 0.04% 1.26%

0.00% -0.05% -0.04% -0.09%

0.00% -0.12% 0.25% 0.13%

-0.02% 0.02% 0.49% 0.49%

0.06% -0.09% -0.07% -0.11%

0.30% 0.88% 0.66% 1.85%

0.60% 1.64% 0.96% 3.23%

Renda Fixa Despesas Resultado CDI % CDI

2.54% -1.13% 3.97% 2.60% 153%

11.20% -2.47% 9.24% 11.44% 81%

8.77% -3.44% 14.90% 8.41% 177%

7.53% -2.99% 9.09% 8.05% 113%

0.80% -0.18% 0.70% 0.84% 83%

0.68% -0.16% -0.06% 0.78% -8%

0.68% -0.15% -0.62% 0.76% -82%

0.80% -0.17% 1.09% 0.81% 134%

0.92% -0.17% 0.98% 0.86% 113%

0.73% -0.16% -0.36% 0.82% -44%

0.94% -0.19% 1.97% 0.94% 209%

0.84% -0.18% 1.84% 0.86% 214%

0.86% -0.17% 0.17% 0.90% 19%

1.03% -0.19% 1.23% 0.94% 130%

0.88% -0.16% 0.70% 0.84% 83%

9.53% -1.88% 7.86% 9.75% 81%

46.08% -11.36% 53.55% 46.99% 114%

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Histórico de Rentabilidade por Setor

RESULTADO Metais Petróleo Commodities Outros Consumo Telecom Utilities Infraestrutura Financeiro Imobiliário Índices TOTAL

2010 0.50% 0.41% 0.19% 0.37% 0.00% -0.02% -0.11% 0.52% 0.67% -0.02% 2.52%

2011 0.36% -0.04% -0.05% 1.00% -0.42% -0.04% 0.30% -0.67% 0.05% 0.22% 0.71%

2012 0.31% -0.81% 1.86% 1.22% 0.04% 1.81% 0.33% 1.38% 1.92% 1.03% 9.09%

2013 0.10% 0.03% 0.37% 0.40% 2.53% -0.52% 0.02% -0.27% 0.57% 1.27% 4.51%

jan-14 0.56% 0.00% -0.01% -0.33% 0.12% -0.32% 0.09% -0.44% -0.16% 0.59% 0.09%

fev-14 -0.13% -0.13% -0.08% -0.13% -0.12% 0.06% 0.09% 0.16% 0.12% -0.42% -0.57%

mar-14 0.24% 0.11% -0.26% -0.33% 0.09% -0.29% 0.07% 0.33% -0.09% -1.02% -1.15%

abr-14 0.10% 0.38% 0.04% 0.10% 0.60% -0.55% 0.34% -0.07% 0.02% -0.49% 0.46%

mai-14 -0.11% 0.02% 0.37% 0.01% 0.11% -0.04% -0.16% -0.20% 0.03% 0.20% 0.23%

jun-14 -0.44% 0.20% -0.09% -0.04% 0.01% 0.13% 0.02% 0.00% -0.05% -0.67% -0.92%

jul-14 -1.01% 0.75% -0.29% 0.19% 1.13% -0.07% 0.07% 0.18% 0.14% 0.13% 1.21%

ago-14 0.48% 0.61% 0.33% -0.61% 0.09% 0.17% -0.09% 0.70% 0.04% -0.54% 1.18%

set-14 0.03% -1.22% 0.10% 0.60% -0.01% 1.15% -0.33% -0.75% -0.13% 0.05% -0.52%

out-14 -0.06% 0.39% 0.10% 0.02% 0.28% -0.04% 0.12% 0.34% -0.03% -0.73% 0.39%

nov-14 0.01% -0.17% 0.10% -0.11% 0.10% -0.03% -0.20% 0.76% 0.04% -0.52% -0.02%

2014 -0.33% 0.94% 0.31% -0.65% 2.41% 0.17% 0.02% 0.99% -0.05% -3.38% 0.36%

TOTAL 0.94% 0.51% 2.70% 2.35% 4.60% 1.40% 0.56% 1.95% 3.19% -0.94% 18.13%

Histórico de Exposição por Estratégia

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Desempenho do fundo Kondor Equity FIA Em novembro, pelo segundo mês consecutivo, o índice Ibovespa apresentou ganho marginal. A alta no mês foi de 0,17%, após ganho de 0,95% em outubro. Assim como escrevemos na carta do mês passado, por trás dessa pequena alta, que a primeira vista parecer indicar um cenário estável, está um mercado sob alta tensão. Mais uma vez, as atenções estiveram voltadas a Brasília. Dessa vez, foi a expectativa acerca da formação da equipe econômica que dominou os noticiários. Ainda que o resultado final tenha sido positivo para o mercado, com a escolha de uma equipe econômica mais ortodoxa do que a atual, o ânimo não foi suficiente para altas consistentes, como alguns pareciam esperar. Outro aspecto relevante para o índice Bovespa, no mês, foi a forte queda do preço de diversas commodities (notadamente petróleo, minério de ferro e grãos) que derrubaram as ações das empresas brasileiras ligadas a esses produtos. O movimento está se intensificado no início de dezembro, enquanto escrevemos essa carta. Em nossa carteira esse efeito foi sentido através dos nossos investimentos em empresas que estão na cadeia de valor do agronegócio. Cosan (que detemos via CSAN3 e CZLT33, conforme descrito na carta anterior), tem parte de suas operações voltadas para a produção de etanol (que perde competitividade com a queda do preço do petróleo) e açúcar (que está com preços depreciados). Somadas, CSAN e CZLT contribuíram negativamente com -1,89% no resultado final do fundo. Outras investidas ligadas a commodities (terras e logística) contribuíram negativamente com -1,49%. Outra contribuição negativa para o fundo veio de nossa posição em Guararapes, que em novembro divulgou resultados inferiores às expectativas (nossas e do mercado). Continuamos, através de intenso estudo e análise, enxergando na empresa excelentes perspectivas de crescimento e melhora operacional, através de um conjunto de ações que vêm sendo implementadas há anos. Vemos o movimento atual, potencializado por um ambiente macro desfavorável, e pela baixa liquidez das ações, como conjuntural. Mantemos a empresa como um de nossos principais investimentos. Como principal contribuição positiva para o fundo, tivemos Itaú com 1,14%. Temos realizado poucas modificações em nossa carteira nos últimos meses. Vendemos uma parte de nossa posição em Itaú, quando a alta de preço diminuiu nossa margem de segurança, piorando a relação risco/retorno. Estamos também constantemente avaliando os custos de preparação de estruturas para nossas principais posições para nos proteger de possíveis eventos negativos que possam gerar grandes fluxos de venda - que costumam ignorar bons fundamentos e/ou preços atrativos - em busca apenas de uma porta de saída. Em novembro, o Kondor FIA desvalorizou-se em 2,73%.

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Histórico de Rentabilidade

Jan 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014

Fev

Mar

Abr

Mai

KFIA IBO V

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

Ano

1.39%

9.94%

- 3.70%

5.16%

3.67%

- 1.73%

5.46%

2 1. 2 9 %

1.00%

- 0.39% 0.84%

10.67%

8.03%

- 3.54%

1.40%

18 . 6 3 %

1.23%

7.13%

- 38.79%

KFIA

- 0.94%

8.45%

9.10%

- 6.48% - 2.68% - 11.41% - 17.00% - 27.70%

IBO V

- 6.88% 6.72% - 3.97% 11.32%

6.96%

- 10.43% - 8.48% - 6.43% - 11.03% - 24.80% - 1.77%

2.61%

- 4 1. 2 2 %

KFIA

- 1.61%

11.62% 27.07%

9.24%

2.64%

15.71%

5.77%

7.88%

2.70%

6.65%

3.31%

13 3 . 5 2 %

IBO V

4.66% - 2.84%

7.18%

15.55%

12.49%

- 3.26%

6.41%

3.15%

8.90%

0.04%

8.93%

2.30%

82.66%

KFIA

- 0.09% - 1.05%

0.30%

- 1.09%

- 3.53%

0.94%

10.39% - 0.95%

6.36%

2.49%

- 1.50%

2.03%

14 . 4 0 %

IBO V

- 4.65%

1.68%

5.82%

- 4.04% - 6.64%

- 3.35% 10.80% - 3.51%

6.58%

1.79%

- 4.20% 2.36%

KFIA

- 1.24%

1.27%

3.15%

- 1.75%

- 2.28% - 3.43% - 1.35%

- 0.77%

5.67%

- 1.82%

IBO V

- 3.94%

1.21%

1.79%

- 3.58% - 2.29%

- 3.43% - 5.74% - 3.96% - 7.38%

KFIA

5.04%

5.11%

0.58%

- 1.28%

0.76%

IBO V

11.13%

4.34% - 1.98%

KFIA

0.55%

0.46% - 1.53%

- 0.98%

- 6.12%

IBO V

- 1.95% - 3.91% - 1.87% - 0.78% - 4.30%

KFIA

- 7.19% - 1.20%

2.81%

4.24%

0.63%

IBO V

- 7.51% - 1.14%

7.05%

2.40%

- 0.75%

3.61% - 3.94% - 0.11%

- 1.27%

1.61%

1. 0 4 % - 2.55%

11.49%

- 2.51% - 0.21%

- 18 . 11%

- 1.62%

4.38%

1.41%

0.18%

0.87%

5.51%

14 . 8 3 %

- 4.17% - 11.86% - 0.25%

3.21%

1.72%

3.71%

- 3.56%

0.71%

6.05%

7.40%

0.17%

0.80%

- 1.83%

4.70%

2.34%

- 1.60% - 0.85%

- 4 . 18 %

- 11.31%

1.64%

3.68%

4.66%

3.66%

- 3.27% - 1.86% - 15 . 5 0 %

3.08%

- 1.91%

7.19%

- 8.52%

- 1.40%

- 2.73%

- 5.95%

3.76%

5.01%

9.78%

- 11.70%

0.95%

0.17%

6.25%

- 6.36%

TOTAL²

10 0 . 0 2 % 1. 6 2 %

8

Gestora

Administradora/Custodiante

Auditor

Regulador

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