C A R D I O V A S C U L A R S C I E N C E S F O R U M

CARDIOVASCULAR S C I E N C E S F O R U M CARDIOVASC SCI FORUM Jan. / Mar. 2007 Vol. 2 / NUMBER 1 EDITORIAL COORDINATION Otoni M. Gomes (Brazil), Pasca...
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CARDIOVASCULAR S C I E N C E S F O R U M CARDIOVASC SCI FORUM Jan. / Mar. 2007 Vol. 2 / NUMBER 1 EDITORIAL COORDINATION Otoni M. Gomes (Brazil), Pascal Dohmen (Germany), Alfredo I. Fiorelli (Brazil), José Carlos Dorsa V. Pontes (Brazil). ASSOCIATED EDITORS Antônio S. Martins (Brazil), Carlos Henrique Marques Santos (Brazil), Danton R. Rocha - Loures (Brasil), Domingo M. Braile (Brazil), Domingos Sávio Souza (Sweden), Elias Kallás (Brazil), Michael Dashwood (England), Ricardo Gelpi (Argentina), Tomas A. Salerno (USA). Sponsored by: Fundação Cardiovascular São Francisco de Assis - ServCor (MG - Brazil) Fundação Cardiovascular S. Francisco de Assis / ServCor - Truth is Jesus . St John 14.6 President: Elaine Maria Gomes (OAB) Scientific Coordination: Otoni M. Gomes Clinic Director: Eros Silva Gomes Events Administration: Elton S. Gomes Scientific Council: Prof. Dr. Alan Tonassi Paschoal Prof. Dr. Alcino Lázaro da Silva Prof. Dr. Alexandre Ciappina Hueb Prof. Dr. Alfredo I. Fiorelli Prof. Dr. Arnaldo A. Elian Prof. Dr. Carlos Henrique V. Andrade Prof. Dr. Cristina Kallás Hueb Prof. Dr. Elias Kallás, Prof. Dr. Eduardo S. Bastos Prof. Dr. Evandro César V. Osterne Prof. Dr. Fábio B. Jatene Prof. Ivan Berkowitz - MBA. Harvard (Canadá) Prof. Dr. José Carlos D. V. Pontes Prof. Dr. José Teles de Mendonça Prof. Dr. Noedir A.G. Stolf Prof. Dr. Sérgio Nunes Pereira Prof. Dr. Tofy Mussivand (Canadá) Prof. Dr. Tomas A. Salerno (USA) Data Processing Center: Mr. Elton S. Gomes Mr. Henry C. B. Borges Scientific Co-sponsorship by: South American Section of the International Academy of Cardiovascular Sciences (IACS - SAS), Latin American Section of the International Society for Heart Research (ISHR - LAS), Department of Cardiorespiratory Physiology and Experimental Cardiology of the Brazilian Society of Cardiology, Department of Experimental Research of the Brazilian Society of Cardiovascular Surgery (DEPEX - SBCCV), SBCCV Department of Extracorporeal Circulation and Mechanical Assisted Circulation (DECAM - SBCCV), SBCCV Departament of Cardiology (SBCCV - DECARDIO, SBCEC - Brazilian Society of Extracorporeal Circulation.



CARDIOVASCULAR S C I E N C E S F O R U M CARDIOVASC SCI FORUM Jan. / Mar. 2007 Vol. 2 / NUMBER 1

SCIENTIFIC BOARD - BRAZIL

Adalberto Camim (SP) Aguinaldo Coelho Silva (MG) Alan Tonassi Paschoal (RJ) Alcino Lázaro da Silva (MG) Alexandre Ciappina Hueb (SP) Alexandre Kallás (MG) Antônio A. Ramalho Motta (MG) Antônio de Pádua Jazbik (RJ) Antônio S. Martins (SP) Bruno Botelho Pinheiro (GO) Carlos Alberto M. Barrozo (RJ) Carlos Henrique V. Andrade (MG) Cláudio Pitanga M. Silva (RJ) Cristina Kallás Hueb (SP) Domingos J. Moraes (RJ) Eduardo Keller Saadi (RS) Elmiro Santos Resende (MG) Eduardo Sérgio Bastos (RS) Eros Silva Gomes (MG) Evandro César V. Osterne (DF) Fábio B. Jatene (SP) Francisco Diniz Affonso Costa (PR) Francisco Gregory Jr. (PR) Geraldo Martins Ramalho (RJ) Geraldo Paulino S. Filho (GO) Gilberto V. Barbosa (RS)

Gladyston Luiz Lima Souto (RJ) Guaracy F. Teixeira Filho (RS) Hélio Antônio Fabri (MG) Hélio P. Magalhães (SP) Henrique Murad (RJ) João Bosco Dupin (MG) João Carlos Ferreira Leal (SP) João Jackson Duarte (MS) Jorge Ilha Guimarães (RJ) José Biscegli (SP) José Dôndice Filho (MG) José Francisco Biscegli (SP) José Maria F. Memória (CE) José Teles de Mendonça (SE) Liberato S. Siqueira Souza (MG) Luiz Antonio Brasil (GO) Luiz Boro Puig (SP) Luis Carlos Vieira Matos (DF) Luiz Fernando Kubrusly (PR) Luiz Ricardo Goulart (MG) Marcelo Sávio Martins (RJ) Marcio Vinicius L. Barros (MG) Marcílio Faraj (MG) Mario Coli J. Moraes (RJ) Mario Oswaldo V. Peredo (MG) Melchior Luiz Lima (ES)

EDICOR Ltda. “Truth is Jesus the Word of God” John 1.1; 14.6; 17.17



Messias Antônio Araújo (MG) Miguel Angel Maluf (SP) Mônica M. Magalhães (ES) Neimar Gardenal (MS) Noedir A. G. Stolf (SP) Oswaldo Sampaio Neto (DF) Pablo Maria A. Pomeratzeff (SP) Paulo Antônio M. Motta (DF) Paulo de Lara Lavítola (SP) Paulo Rodrigues da Silva (RJ) Pedro Rocha Paniagua (DF) Rafael Haddad (GO) Ronald Sousa Peixoto (RJ) Rika Kakuda (SE) Roberto Hugo Costa Lins (RJ) Ronaldo Abreu (MG) Ronaldo D. Fontes (SP) Ronaldo M. Bueno (SP) Rubio Bombonato (SC) Rui Manuel S.S. A. Almeida (PR) Sérgio Luis da Silva (RJ) Sérgio Nunes Pereira (RS) Sinara Silva Cotrim (MG) Tânia Maria A. Rodrigues (SE) Victor Murad (ES) Walter José Gomes (SP)

CARDIOVASCULAR S C I E N C E S F O R U M

International Scientific Board Manoel Rodrigues (Argentina) Alberto J. Crottogini (Argentina) Martin Donato (Argentina) Borut Gersak (Slovenia) Martin Villa-Petroff (Argentina) Celina Morales (Argentina) Michael Dashwood (England) Daniel Bia (Uruguay) Naranjan S. Dhalla (Canadá) Domingos S. R. Souza (Sweden) Patrícia M. Laguens (Argentina) Eduardo Armentano (Uruguay) Pawan K. Singal (Canadá) Eduardo R. Migliaro (Uruguay) Ricardo Gelpi (Argentina) Grant Pierce (Canada) Ruben P. Laguens (Argentina) Horacio Cingolani (Argentina) Tofy Mussivand (Canadá) Ivan Knezevic (Slovenia) Tomas A. Salerno (EE.UU) Kisham Narine (Germany) Verônica D’Annunzio (Argentina) Kushagra Kataryia (EE.UU)

EDITORIAL SECRETARY Fundação Cardiovascular São Francisco de Assis R. José do Patrocínio, 522 - Santa Mônica, Belo Horizonte / MG - Brazil CEP: 31.525-160 - Tel./ Fax: (55) 31 3439-3000 e-mail: [email protected] Site: www.servcor.com/cvsf





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Cardiovasc Sci Forum Jan. / Mar. 2007 Vol. 2 / Number 1

Page 05

CONTENTS

EDITORIAL The Evolution of Heart’s Morphology Metaphors

(Portuguese text)

Gomes OM Page 08

ORIGINAL REPORTS Caracterización Regional de la Biomecanica Venosa:Rol de la Complacencia y Viscosidad em el Retorno Venoso (Spanish text) Zócalo Y, Lluberas S, Bia D, Armentano R

Page 16

Utilization of the iodine etanolic solution for red-faced heart stimulating complex study in vertebrates animals (Portuguese text) Abreu RA, Ferreira E, Souza CM

Page 20

UPDATING ARTICLES Pulmonary Embolism

(English text)

Carvalho Jr, Ildevaldo J; Carvalho MBL; Bicalho RC; Bicalho; Carvalho JI Page 31

Updade in Diagnosis and Treatment of the Aneurisms of Mesenteric Arteries Santos CHM, Pontes JCDV

Page 35

INSTRUCTION FOR AUTHORS

Page 37

UPCOMING MEETINGS SESSION

Page 38

PEER REVIEW



(English text)

EDITORIAL

Cardiovasc Sci Forum Jan. / Mar. 2007 Vol. 2 / Number 1

A Evolução das Metáforas da Morfologia Cardíaca Otoni Moreira Gomes*

A morfologia estrutural e histológica do coração apresenta bem definidos o epicárdio, miocárdio e endocárdio. Na evolução deste conhecimento, dois equívocos resistiram durante muitos anos: o do sincício miocárdico e o dos sinusóides na microcirculação coronária. O primeiro, porque a histologia óptica exibe de maneira incontestável a fusão entre os cardiomiócitos, possibilitando como óbvia a conclusão de que o miocárdio era um sincício, portanto, sem individualidade celular(1, 2). A partir de 1950, com o progresso da microscopia eletrônica, definiu-se a individualidade celular miocárdica com a identificação dos discos intercalares na transição celular(3,4). Na microcirculação, os estudos de Wearn e Col(5), em 1933, interpretando o extravasamento de solução injetada sob pressão no miocárdio como definição morfológica de sinusóides foram confirmados por Hammond e Austen(6), em 1967, e por Hammond e Moggio(7), em 1971. Contudo, o principal fator na aceitação contundente da existência dos sinusóides na microcirculação miocárdica foram os resultados da técnica de implante intramiocárdico da artéria torácica interna, realizada e estudada por Vineberg(8), a partir de 1946 e por Vineberg e Lewin(9), em 1972. Porém, em nenhum momento os sinusóides foram histologicamente encontrados como vasos visíveis, pela presença siquer de endotélio contínuo e anastomosado, sendo que Tsang e Chiu(10) explicam o equívoco nessas investigações pelo uso necessário, na época, de técnicas de corrosão que destruindo o endotélio impediam sua visualização histológica após a injeção de substancias no miocárdio. * Fundação Cardiovascular São Francisco de Assis / ServCor Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG

Coube a Chiu e Scott(11), a primeira investigação com técnica compatível com o estudo histológico real dos fenômenos envolvidos na preservação da perviedade dos implantes de artéria mamária no miocárdio. Esses autores empregaram a injeção intramiocárdica, sob pressão fisiológica, de hemácias nucleadas de sangue de ave: puderam então observar na histologia que as hemácias nucleadas, diferentes das hemácias anucleadas dos cães estudados, estavam no espaço intersticial e não dentro de microvasos de sistema sinusóide. Interessante, que os sinusóides existem na circulação miocárdica embrionária e persistem em anfíbios e cobras mas vão sendo substituidos pela microcirculação arterial dependente na medida em que a complexidade cardíaca vai aparecendo. Assim, nas aves, podem ser vistos pequenos nichos residuais intramiocárdicos de sistema sinusoidal, porém, mesmo nas aves, já insuficientes para a demanda funcional(11). Elementos residuais do sistema sinusóide podem escassamente ser localizados em algumas espécies como em cães, ratos, coelhos e gatos(12). Já, em corações humanos, a persistência de focos de sinusóides pode ser observada em cardiopatias congênitas graves, como a atresia tricúspide e na atresia pulmonar que cursam com pressões endocavitárias elevadas forçando fluxo retrógrado pelas veias de Thebésio, o que dificulta a involução embriogenética dos sinusóides(10). Hodiernamente, sinusóides vasculares são definidos como lagos microvasculares, de parede endotelial, interligados, sem a membrana basal contínua como nos ca-pilares e normalmente existindo no fígado, baço, medula óssea e algumas glândulas endócrinas. Entretanto, nenhum livro moderno de histologia descreve sua presença no miocárdio(13). A “Lâmina miocárdica” (Myocardial band) com a metáfora da “corda enrolada” como aparece em livro de anatomia(14) foi introduzida mais recente-



mente, com os estudos avançados de anatomia e fisiologia desenvolvidos por Torrent-Guasp, Kocica e col.(15-22) deduzindo que massa ventricular única tenha, literalmente enrolado em torno de si mesma formando o ventrículo esquerdo, o septo interventricular e progredindo em segunda volta para formar o ventrículo direito. Ou seja, a mesma lâmina muscular que se enrolou para formar o ventrículo esquerdo completo com o septo interventricular é que vai, em segunda volta, externa, sobre a parede lateral do VE, passar para o lado direito e forma o VD. Contudo, alguns autores têm já questionado e discordado desse conceito e das implicações clínicas resultantes(23, 24) e as considerações aqui expostas possivelmente contribuem para análise do problema. O conceito da “corda enrolada” parece assemelhar-se com o equívoco do sincício miocárdico, que, proposto como definição histológica, após esclarecido pela microscopia eletrônica, continuou como definição apenas da velocidade de difusão da corrente elétrica de ativação do miocárdio, ou seja, como “sincício elétrico”. Torrent-Guasp verificou e descreveu a fisiologia espetacular da propagação da corrente de estímulo desse “sincício elétrico” como a “circulação elétrica” do coração, título de um de seus importantes livros(25). Contudo, evidèncias embriogenéticas, anatomo-patológicas e funcionais contrariam o conceito morfológico base da metáfora da “corda enrolada”. Assim, é clássica a constatação de que todo o corpo cardíaco é formado simultaneamente, compondo o Tubo Cardíaco, primeiro órgão contrátil, com atividade iniciada cerca do 18º ao 21º dia na embriogênese(26). De fato, no Tubo Cardíaco já estão as paredes dos futuros ventrículos direito e esquerdo, isto, porque o septo interventricular origina-se, em sentido craneal, de brotos musculares do ápice ventricular, e, no sentido caudal, dos coxins endocárdicos, que junto com o septo membranáceo forma as válvulas cardíacas. Outro centro embrio-nário compõe a parte septal que separa as vias de saídas ventriculares(27). Do ponto de vista funcional, é fato comprovado que a substituição de segmentos amplos ventriculares não impede a contração da musculatura normal preservada. Evidência anatomopatológica marcante contra a lâmina única enrolada, temos nos corações com ventrículo único e nas grandes comunicações interventriculares, porque sem esse pedaço correspondente também não poderia haver progressão muscular ao redor do VE para ir compor o VD e as hipoplasias isoladas e acentuadas de VD ou VE não impedem a



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Testut L, Latarjet A. Tratado de Anatomia Humana, Barcelona - Madrid, Salvat Editores S.A., 195. 2. Guyton AC, Hall JD. Tratado de Fisiologia Médica, 9ª Ed., Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 1997. 3. Junqueira LC, Carneiro J. Histologia Básica, 8ª Ed., Rio de Janeiro, Editora Guanabara Koogan, 1995. 4. http://www.afh.bio.br/sustenta/Sustenta5.asp 5. Wearn JT, Mettier SR, Klumpp TG, Zscthesche LJ. The Nature of the Vascular Communications Between the Coronary Arteries and the Chambers of the Heart. Am Heart J, 1933; 9:143-164. 6. Hammond GL, Austen WG. Drainage Patterns of Coronary Arterial Flow as Determined from the Isolated Heart. Am J Physiol, 1967; 212:1435-40. 7. Hammond GL, Moggio RA. Function of Microvascular Pathways in Coronary Circulation. Am J Physiol, 1971; 220:1463-7. 8. Vineberg AM. Development of Anastomosis between the Coronary Vessels and a Transplanted Internal Mammary Artery. Can Med Assoc J, 1946; 55:117-9. 9. Vineberg AM, Lewin MM. Revascularization of Both Cardiac Ventricles by Right Ventricular Implants. Can Med Assoc J, 1972; 106:763-9. 10. Tsang JC-C, Chiu RC-J. The Phantom of “Myocardial Sinusoids”: A Historical Reappraisal. Ann Thorac Surg, 1995; 60:1831-5 11. Chiu RC-J, Scott HJ. The Nature of Early Run-off in Myocardial Arterial Implants. J Thorac Cardiovasc Surg, 1973; 65:76877 12. Lukenheimer A, Merker J, Lukenheimer PP. Functional Anatomy of the Coronary Sinusoids. In Mohl W, Wolner E, Glogar D. Eds. The Coronary Sinus. New York, Springer, 1984. 13. Blood W, Fawcett DW. Textbook of Histology, 10th Ed., Philadelphia, Saunders, 1986. 14. Di Dio LJA. Tratado de Anatomia Sistêmica Aplicada. São Paulo, Atheneu, 2002. 15. Torrent-Guasp F. La Estructura de la pared ventricular izquierda. Comunicación I. Rev Esp Cardiol, 1972; 25: 68-81. 16. Torrent-Guasp F. La Estructura de la pared ventricular izquierda. Comunicación II. Rev Esp Cardiol, 1972; 25: 109-118. 17. Torrent-Guasp F. La estructura de la pared ventricular y su proyección quirúrgica. Cir Cardiovasc, 1972; 1: 93-108. 18. Torrent-Guasp F, Ballester M, Buckberg GD, Carreras F, Flotats A, Carrió I, Ferreira A, Samuels LE, Narula J. Spatial orientation of the ventricular muscle band. Physiologic contribution and surgical implications. J Thorac Cardiovasc Surg, 2001;122:389-

92. 19. Torrent-Guasp F, Buckberg GD, Clemente C, Cox JL, Coghlan HC, Gharib M. The structure and function of the helical heart and its buttress wrapping. I. The normal macroscopic structure of the heart. Semin Thorac Cardiovasc Surg, 2001; 13:301-19. 20. Torrent-Guasp F, Kocica MJ, Corno AF, Carreras-Costa F, Flotats A, Cosin Aguillar J, Wen H. Towards new understanding of the heart structure and function. Eur J Cardiothorac Surg, 2005; 27:191-201. 21. http://www.revespcardiol.org/Images/25v58n06/grande/ 25v5 8n06-1307642fig02jpg. 22. Kocica MJ, Corno AF, Carreras-Costa F, Ballester-Rodes M, Moghbel MC, Cueve CNC, Lackovic V, Kanjuh VI, TorrentGuasp F. The helical ventricular myocardial band: global, threedimensional, functional architecture of the ventricular myocardium. Eur. J. Cardiothorac. Surg., 2006; 29 (suppl. 1):S21-S40. 23. Von Segesser LK. The Myocardial band: fiction or fact?. Eur. J. Cardiothorac Surg, 2005; 27:181-182. 24. Lunkenheimer PP, Redmann K, Anderson RH. Further discursions concerning the unique myocardial band. Eur J Cardiothorac Surg, 2005; 28:779-80. 25. Torrent-Guasp F. The electrical circulation. Denia: Imp. Fermar, 1970. 26. Langman J. Embriologia Médica - Desarrollo humano normal y anormal. México, Editorial Interamericana, 1964. 27. Moore LK. Embriologia Clínica, 4ª Ed. Rio de Janeiro, Editora Guanabara-Koogan S/A, 1990. 28. Macruz R, Snitcowsky R. Cardiologia Pediátrica. São Paulo, Sarvier, 1984.



ORIGINAL REPORTS

CARACTERIZACIÓN REGIONAL DE LA BIOMECÁNICA VENOSA: ROL DE LA COMPLACENCIA Y VISCOSIDAD EN EL RETORNO VENOSO (*) Yanina Zócalo, Sebastián Lluberas (*, **) Daniel Bia (*, ***) Ricardo Armentano

RESUMEN Introducción: Diferentes características del sistema venoso (Ej. Existencia de válvulas, vasoconstricción refleja), se han relacionado con el control del retorno venoso hacia el corazón, ante cambios abruptos en la posición corporal. El rol de las propiedades biomecánicas venosas en la función de control hemodinámico, no ha sido aclarado. Objetivo: Caracterizar las propiedades biomecánicas de la pared venosa, y analizar el rol que podrían de-sempeñar en el control del retorno venoso. Métodos: En un simulador circulatorio, se midió presión y diámetro de cuatro segmentos venosos, procedentes de siete ovinos: yugular (cuello), cava anterior (tórax), cava posterior (abdomen) y femoral (miembro posterior), durante cambios cíclicos en presión entre 0 y 50 mmHg. Se construyó la relación diámetro-presión, que presentó histéresis, y se calculó la complacencia venosa a bajas (25 mmHg), en la fase de carga y descarga, mediante *. Departamento de Fisiología, Facultad de Medicina. Universidad de la República, General Flores 2125 (CP: 11800) Montevideo, Uruguay. [email protected] **. ESFUNO, Facultad de Enfermería, Universidad de la República, Hospital de Clínicas “Dr. Manuel Quintela” (3er piso) Av. Italia s/n (CP: 11600), Montevideo, Uruguay. [email protected] ***. Facultad de Ingeniería, Ciencias Exactas y Naturales, Universidad Favaloro. Solís 453 C1078AAI, Buenos Aires, Argentina. [email protected] Autor para correspondencia: Dra. Yanina Zócalo. Departamento de Fisiología. Facultad de Medicina. Universidad de la República General Flores 2125. CP: 11800 Montevideo. Republica Oriental del Uruguay Teléfono: 0598 2 9243414 extensión: 3313 - Fax: 0598 2 9240395 E-mail: [email protected]



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el cálculo de pendientes de la relación. La viscosidad parietal se evalúo como la diferencia entre las complacencias obtenida a altas y a bajas presiones, y utilizando un Kelvin-Voigt mediante el índice viscoso. Resultados: Todos los segmentos presentaron comportamiento viscoelástico. Independientemente del segmento y la fase analizada, la complacencia fue menor a altas presiones (p

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